Com quantos C’s você dá crédito?

Com quantos C’s você dá crédito?

 

É fato que a gestão de riscos no país cresceu e evoluiu seja em tamanho ou grau de maturidade. Decidir crédito de forma massificada nos dias de hoje é uma obrigação e não mais um diferencial.

Acontece que por muitas vezes quando um processo é criado e alcança o sucesso, a comodidade também acaba fazendo parte deste processo, e surge a chamada Zona de Conforto.

O cenário do país nos último anos, trouxe inúmeras questões que valem a pena serem avaliadas e estressadas olhando para o modus operandi dos atuais processos de avaliação de novos clientes.

Então entra a questão central. Com quantos C’s você dá credito atualmente?

o Ciclo de Crédito

Permitam-nos imaginar o seu processo de crédito atual:

Certamente você usa o primeiro C. CADASTRO!

Confirmar os dados mínimos cadastrais enquanto idade, CPF, nome, endereço, telefone.

Mas confirmar como? Faz sentido um ilha de “Investigação Cadastral”  onde ligamos para alguém que o proponente alegue poder dar referencias?

O que efetivamente estamos confirmando e com qual segurança tem esta informações?

Existem inúmeros bureaus de serviço, que possuem nada cadastrais e que podem ser usados em uma consulta automática e sem nenhuma intervenção humana. Com isso o volume de confirmações manuais ficam apenas para os casos onde não se conseguiu a confirmação automática.

Vale de qualquer forma, revisitar o processo de confirmação para que o mesmo seja efetivamente seguro.

O segundo C, me arrisco a dizer também que a grande maioria também utiliza. É a CAPACIDADE.

Mas quando digo que utilizamos, vale explorar que a capacidade não está apenas em conhecendo a renda do proponente, estabelecer um percentual seguro para o crédito.

Além disso quando olhamos pra Renda, temos ainda inúmeras possibilidades. Temos a renda informada, confirmado ou até mesmo a renda presumida, considerando dados demográficos, de idade e profissão.

Identificar que um cliente possui renda de 1.000,00 que supostamente suporta uma prestação mensal de 200,00, não é 100% seguro.

Então temos o terceiro C, que começa a ficar um tanto complexo e que garanto, já é um dos grandes pontos de atenção. COMPROMETIMENTO!

Como posso eu, conhecer qual é o comprometimento de despesas deste meu cliente que ganha 1.000,00. Quais são seus gastos, seus compromissos mensais?

Os bureaus no Brasil ainda” engatinham” com informações positivas, e a lei 15.659/15, ainda ajuda para que nos estado de SP, nem a negativa esteja mais disponível.

Mesmo os Bancos que possuem um acesso aos SISBACEN, não podem se dizer seguros com a situação pois os varejos ainda movimentam imensidões de crédito com o antigo carne (CDC) que não possui a obrigatoriedade de ser reportado no BACEN.

Com isso, chegamos ao quarto C, e não menos importante, alias, talvez o C mais importante e também o mais difícil de ser avaliado: CARÁTER!

Este talvez seja o grande achado da nova forma de conceder crédito, pois o caráter é fator chave em qualquer relação. Se a pessoa quer crédito e sabe que não poderá pagar, tendo bom caráter, ela não pedirá crédito. Se a pessoa tiver problemas em seus compromissos e não puder pagar em um mês em especial, e tendo um bom caráter, ela pode ser um inadimplente momentâneo, porém vai fazer o máximo para cumprir seus compromissos.

A  questão é como em um ambiente onde as informações mais básicas ainda são um desafio, como pode-se avaliar caráter de forma adequada.

Surgem vários testes que prometem poder identificar um perfil de caráter, são os chamados testes psicométricos com foco em identificar um perfil específico, principalmente qual será o comportamento que uma pessoa terá frente aos compromissos assumidos.

Tudo é ainda muito incerto, fala-se muito de informações de redes sociais que poderiam dizer algo sobre o proponente no que se diz respeito a crédito.

O Fato é que neste cenário cada vez mais desafiador, devemos sair de nossa zona de conforto e buscar ir além do obvio. Ir além do obvio nem sempre é simples, e na maioria das vezes “dói” um pouco.

Então por isso existimos! A GoOn não se contenta nunca e está buscando sempre estar atenta ao que há de novo no mercado de Risco. Vamos descobri juntos??

Eduardo Tambellini

Eduardo Tambellini

Sócio Diretor em GoOn
Graduado em administração de empresas pela Universidade Anhembi Morumbi, com 22 anos de experiência no mercado de risco, tendo atuado como gestor e responsável pela estruturação das áreas de crédito, prevenção a fraude, cobrança e formalização em grandes instituições como Fininvest, Banco GE, Panamericano, Brasil Telecom e também em empresas prestadoras de serviço como CSU, Almaviva do Brasil e Equifax. Atualmente é Sócio Diretor da GoOn a maior consultoria independente do mercado de risco do país.
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