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A NOVA CARA DO CRÉDITO NO BRASIL

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Estamos em um momento bastante interessante e transformador no Brasil , no que diz respeito ao crédito de consumo…aliás porque não dizer, com relação à consciência do consumidor e das razões e necessidades reais de consumir seja o que for.
O crédito , como bem sabemos, tem sido uma grande máquina propulsora da economia mundial e na ultima década, no Brasil, responsável direto pelo super aquecimento do comércio, aproximando classes e quebrando barreiras sociais.
Se não bastasse isso, as empresas viram no crédito, muito mais que uma alavanca para crescimento das vendas, viram uma “mina” de receitas e lucratividade que até então não viam com tamanha clareza.

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Qual o IMPACTO para o mercado e para a sociedade de um Crédito sem o devido cuidado?

A conseqüência natural desse momento de expansão, independentemente até da situação política e econômica do país, foi a alta taxa de crescimento do produtos de risco (credito), o crescimento da inadimplência, e, com a queda do consumo, a elevação dos indicadores de inadimplência….repito consequência NATURAL que estava sendo camuflada pelo volume do consumo, mas fosse como fosse a economia, a inadimplência seria a estrela dos anos atuais, dada a não consciência do consumidor sobre seu grau de endividamento e de suas necessidades e capacidades de cumprir compromissos.

 

Um processo natural, acelerado pela crise de confiança que se estabeleceu, junto com o desemprego absurdo que irrompeu nosso mercado com a contínua falta de habilidade do país em eleger seus representantes políticos e o consequente desastre econômico do ultimo governo.
Esse movimento que todos nós estamos assistindo se iniciou com o advento da anunciada e até desacreditada por alguns, crise de “confiança” de 2008, e o mercado que já está assustado desde então, seja com a realidade da crise, seja com a sombra que ela trouxe. A recessão começou lá, 8 anos atrás e nós tapamos os olhos para ela, e agora a recuperação da “crise” ainda levará alguns anos.
Nesse momento, a inadimplência surgiu como um “bicho papão” ainda maior.
Não se sabe até onde pode crescer, e não se tem certeza, das conseqüências desse grande susto.
O que se sabe é que é preciso paciência, equilíbrio emocional, inteligência estratégica, ferramentas e repensar todos os processos e formas de atuar dentro de casa e com os “seres inadimplentes”!
Mas a verdade é que esse amargo remédio nos faz procurar por mais inteligência na gestão e segurar a concessão de novos créditos por um tempo, até o real entendimento dos riscos.

Na escassez de novos créditos, essa crise forçou uma importante aprendizagem, a de como negociar com clientes, fazer acordos e fazer o possível em melhorias na cobrança com intuito de renovar esse crédito já existente nas carteiras. Usar ferramentas de inteligência analíticas e prepararmos o olhar analíticos dos profissionais do mercado e o entendimento conceitual e prático do ciclo do crédito como um todo e suas inter-relações.


Os juros não suportam mais ignorância e superficialidade de entendimento! O crédito não suporte mais ter a mesma cara de sempre e de ser tratado como antes!

Mais ainda promove um repensar dos produtos , da forma de olhar o crédito e de como se relacionar com os clientes/consumidores/seres humanos e suas necessidades e capacidades.

COMO OLHAR PARA O CRÉDITO A PARTIR DO SER HUMANO E SUAS QUESTÕES INDIVIDUAIS, TRAZENDO O CONTEXTO DA SOCIEDADE?

Talvez se não fosse a crise política atual, tivéssemos uma outra crise ainda maior de falta de consciência por aqui. Talvez também, se não fossem as aberrações das leis de A.R. criadas para satisfazer setores específicos e sem o devido conhecimento de CRÉDITO e da SOCIEDADE, e, ainda mais , tivéssemos já em vigor um cadastro positivo e sendo apropriadamente utilizado , poderíamos passar por ela um pouco menos sofridamente.

Estamos entrando em uma nova era do crédito para nosso país. Dolorida, mas propondo renovação!

Uma era mais consciente, com maior consistência e conhecimento de crédito que nunca até hoje tinha acontecido. A “crise” força as empresas a parar para pensar e planejar seu futuro e a entender sua real situação e os riscos a que se expuseram nos últimos anos. Com isso precisam re-avaliar a qualidade das suas carteiras, processos e ferramentas de gestão desse risco. Ao mesmo tempo, esse movimento também acontece nos próprios consumidores brasileiros que passam a perceber e entender o que significa tomar crédito e a necessidade de um planejamento mais adequado de suas contas.
Essa inteligência toda necessária para a gestão saudável das carteiras precisa desse aprendizado e, como em qualquer negócio, também de informações! A qualidade e quantidade de informações que estão disponíveis dirigem a acurácia de sua gestão: com isso, a importância do Bureau positivo ( cadastro positivo) desabrochou finalmente no país, afinal, com ele esperaríamos que “ tudo fosse diferente” e um novo modelo fosse adotado em prol do benefício para o consumidor.
Não adianta chorar o passado,…o que importa é daqui pra frente, o crédito volta e a pergunta é: estamos nos preparando para consolidar essa nova era como uma era de créditos mais saudáveis e carteiras mais estáveis?
Cujos impactos sejam positivos para todo o ecossistema?
Saberemos gerenciar nossos riscos em cada mercado e situação ? Por isso mesmo que estamos iniciando sim uma nova era, mais forte, com mais recursos tecnológicos e mais informação, com uma maior consciência de todos e o desenvolvimento de inteligência de gestão ,por parte das empresas, e da gestão financeira pessoal, por parte dos consumidores, alem de legislação mais adequada, por parte do governo.

Portanto, o que pode se esperar a partir de agora é o DEVER de estarmos muito atentos aos mecanismos internos, o redesenho se necessários de nossos produtos e de nossa forma de olhar o consumidor para ali na frente construirmos um crédito mais forte, carteiras mais saudáveis e até mais lucrativas para aqueles que souberem gerir com mais inteligência o seu negócio de risco!

Abraços