qual-o-custo-da-reducao-de-custo

Recentemente, numa pesquisa realizada pela GoOn com sua rede de relacionamento tivemos a constatação de que 49% dos executivos tinham como previsão ou sentimento em sua empresa, sobre a intenção de Redução de Quadro de Pessoal e/ou redução de custos para os próximos meses.

Nestes 12% pretendem realizar muitos desligamentos e/ou redução de custos e 37% realizarão poucos desligamentos e/ou redução.

Este resultado nos obriga a uma reflexão sobre a repetição de receitas prontas em que um cenário de redução de faturamento leva a consequente redução das despesas. A preocupação é que no anseio de atender a metas de margem não haja o aproveitamento da oportunidade das mudanças trazidas pelo cenário externo para a mudança do observador.

O observador é um integrante importante da situação e orienta a tomada de decisão. Chris Argyris, desenvolvendo o tema sobre aprendizagem organizacional, incluiu a figura do observador na equação do aprendizado e que adotado por Rafael Echeverria gerou um modelo para compreendermos como nós seres humanos aprendemos.

O MOAR, Modelo Observador, Ação e Resultado, nos permite perceber que primeiramente olhamos para o resultado e o identificamos. Em seguida compreendemos quais as ações que levaram a tais resultados.

Neste sentido, num primeiro momento, olhamos as ações e as redefinimos para chegarmos em resultados diferentes (aprendizado de laço simples). No entanto, somente com este aprendizado muitas vezes não conseguimos o resultado desejado. Assim, o aprendizado de laço duplo contido no método MOAR volta ao Observador e identifica quem ele é.

Portanto, quando repetimos fórmulas prontas de correção de rotas de ações para adequação a um resultado pretendido estamos perdendo a riqueza do aprendizado trazido pela exploração da figura do Observador e, provavelmente, não estaremos preparados para as próximas mudanças de cenários e panoramas.

Com isto, a possibilidade de trazer um novo olhar pode ser concretizada pelo aconselhamento com pessoas externas a situação diretamente ou pelo trabalho de entendimento dos observadores que estão atuando em conjunto naquela organização para a tomada de decisões e com esta consciência ter a chance de mudar a perspectiva do Observador.

Esta é uma proposta diferente do que somente reunir os mesmos observadores para tomar as decisões de contenções para o momento atual sem prever quais os custos de tais reduções de custo.

Na cobrança de inadimplentes a questão da gestão dos custos é latente e primordial e podemos extrair um exemplo de uma decisão de optar por uma inscrição no birô que fez o melhor preço sem a análise dos impactos desta migração para redução de custos.

Em praças em que a consulta massiva para concessão de crédito pela rede de lojistas da região é em outro birô perderá o efeito da negativação e índice de recebimento consequentemente cairá. Nestes casos, o custo da redução de custos será o caixa da empresa o que nos leva novamente a importância do real entendimento dos impactos destas decisões.

Este é só um exemplo em que um novo observador externo ou levar este conhecimento aos observadores atuais faria toda a diferença na tomada de decisão da empresa e temos conhecimento diariamente de muitas decisões enviesadas pela ausência do cuidado em conhecer quem são aqueles que tomam as decisões, de onde falam e por qual razão mantém este discurso.

Pelo exposto, neste momento do cenário econômico em que são necessárias soluções diferentes para os problemas apresentados é importante trazer à discussão a questão da interferência dos observadores envolvidos na organização para obtermos resultados mais interessantes e nos preparamos para um futuro promissor.

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